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Domingo, 19 de Outubro de 2008

Até já...

 

O “Sou uma Pinxexa Linda!” até hoje, 19 de Outubro de 2008, tem 46 posts, 586 comentários, 5845 visitas, e, o template foi criado por Pedro Leitão ( http://semtido.blogs.sapo.pt ) .
 
O meu muito obrigada a cada uma das pessoas que participou neste blog.
 
Esta será a última vez que escrevo para o meu tão querido blog, para o qual eu escrevi tantas vezes a chorar e outras tantas inventando, fingindo sentimentos, enquanto descrevia o que achava que sentiam pessoas à minha volta, só porque lhes faltavam as palavras, cheguei a ouvir “Sabes, eu não teria dito melhor”…
 
 Com melhor ou pior qualidade sempre me esforcei para fazer um uso correcto das palavras, mas das palavras que significam, algumas pessoas usam as palavras mas só como quem resolve uma equação matemática, sempre tentei associar palavras a sentimentos, sempre tentei escrever sentimentos, a verdade é que foram poucas as vezes em que estive perto de o conseguir. Continuarei a tentar.
 
Nunca tive jeito para despedidas, se alguém o tiver lamento muito.
 
Poderia tentar escrever o que sinto ao ver este blog, ao ler cada uma das palavras que nele escrevi, ao ler cada comentário nele escrito, ao pensar em cada uma das pessoas que graças a ele conheci…mas nenhuma combinação de palavras seria perfeita, e, porque por vezes a simplicidade é a mais bela das formas de dizer as coisas que nos custam mais e mesmo as que mais gostamos de ouvir….
 
Estarei mesmo aqui: http://visserofelici.blogs.sapo.pt
 
Até já, apareçam.
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publicado por Flá às 21:00

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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Sejam imensamente felizes!

 

             Do alto da torre que haviam construído esticavam os braços e sentiam o vento sussurrar-lhes palavras doces ao ouvido.

            E do Tempo que bebia chá ao fim da tarde com as pessoas da cara feliz nada mais ficou que as chávenas poeirentas no armário e, o bule com água num lume apagado à espera do próximo fim de tarde que nunca chegará.

            E das promessas eternas mais os desenhos dos sonhos e das casas na montanha ficam as cinzas de todos os papéis queimados que voam agora, livremente, com o vento, com o vento que já nem lhes fala.

            E de todos os sonhos que haviam sido sonhados fica a lembrança, sem saudade, de algo que nunca se concretizou, ou concretizará.

 

            E antes de todos os finais vem um inicio…talvez um dia não me faltem as palavras e vos conte a história que um dia foi perfeita.

 

            E do blog que ele criou para que todos pudessem ver os sonhos, mais as brincadeiras que ela fazia com as palavras fica, isto.

 

            Assim me despeço, já com saudade, e, na esperança de num futuro próximo poder indicar a minha nova morada.
 
            E, não se esqueçam de serem imensamente felizes.
 
 
 
 
            Com os melhores cumprimentos,
 
            Flávia Machado
            ( A Princesa)
 

 

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publicado por Flá às 10:42

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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Era uma vez...

 

             Henrique, de seu nome fictício, é um homem, com cara de homem, com olhar que homem, com mãos de homem, com embirrações de homem, com desejos de homem, com hábitos de homem e com medo de crianças.
 
            Teresa, de seu nome não fictício, é uma menina, com cara de menina, com tamanho de menina, com sonhos de menina, com hábitos de menina, com mau feitio de menina, com birras de menina, com desejos de mulher.
 
            Era uma vez uma menina e um homem que se conheceram, ele queria ler descansado e ela, no banco ao lado, não parava de cantar, então ele levantou-se calmamente e, foi pedir-lhe para que se comportasse, disse-lhe que aquilo não se devia fazer, aconselhou-a de qual a melhor postura a adoptar, mas, começou a chover e correram cada um para seu lado para se abrigarem.
 
Se depois inconscientemente arranjaram desculpas para se encontrarem no jardim, se depois conversaram horas sem fim, se depois se desejaram intensamente…foi porque, porque foi? Não cheguei a perceber essa parte da história!
 
            Talvez sejam loucos. Talvez se amem. Talvez queiram o que lhes falta. Talvez queiram trocar de idades. Talvez ela queira embirrações de mulher e ele birras de menino. Talvez ele queira ter medo de mulheres. Talvez ela queira ter um olhar de mulher. Talvez…
 
            Ele só queria uma mulher para ver o entardecer junto às montanhas, para o fazer sentir vivo quando tudo o resto lhe faltar.
 
Ela, bem ela só queria um sorriso nos lábios, uma simplicidade ou um materialismo, um amor ou uma aventura, um sorriso nos lábios.
 
Eles queriam coisas diferentes.
 
A verdade é que ele teve medo, e fugiu. Ela ainda esticou o braço. Ainda lhe disse o que ele queria ouvir, mas porque queria ele ouvir aquilo? Não o fez regressar, não fez sentido, talvez ele seja louco, talvez ela seja louca, por ainda lhe ter esticado o braço para o tentar reter.
 
Talvez todos sejam loucos.
 
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publicado por Flá às 20:44

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Terça-feira, 15 de Julho de 2008

A bicicleta verde

 

    Não me lembro já de quando foi a ultima vez em que vi a bicicleta verde. Sei que nos passeávamos, as duas, tardes inteiras nela, independentemente de chover ou fazer sol e, assim foi, durante alguns anos...tu, eu e a minha velha bicicleta verde.

 

    Lembro-me bem dos teus grandes olhos, lembro-me bem deles a olharem-me com encantamento por entre a marrafa comprida do teu grande cabelo, grosso e castanho. Lembro-me dos ramos de flores que trazias sempre contigo, dos ramos com as flores de todas as cores e feitios que estavas sempre a apanhar por todo o lado.

 

    Há uns tempos, enquanto arrumava uns caixotes antigos encontrei algumas bonecas com que brincávamos, é provável que naquele caixote esteja alguma coisa que te tenhas esquecido, num qualquer final de tarde, por teres ido às pressas responder ao chamamento da tua mãe.

 

    Sei que não te esqueceste das histórias que inventava para ti, das histórias em que te dizia que voava e que conseguia falar com fadas. Sabes, tu acreditavas mesmo em cada uma das minhas palavras…se calhar a minha vontade de inventar histórias vem já dessas histórias de fadas, dessa nossa infância feliz e inocente.

 

    Talvez um dia consigamos editar os nossos livros e vende-los às dezenas, como um dia tínhamos projectado juntas.

 

    Hoje, não me acho já capaz de inventar aquele tipo de histórias, como também, não te acho tão crente ao ponto de acreditá-las como verdadeiras. Sabes, Inês, eu acho que se nos metessem agora bonecas à frente saberíamos ainda brincar com elas, apesar do verniz vermelho e dos saltos altos que já não usamos no faz de conta, mas no dia-a-dia.

 

   


publicado por Flá às 21:42

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Domingo, 13 de Julho de 2008

Volta

 

Volta a entrar pelo portão todas as manhãs…de cabelo molhado, com a tua eterna cara de sono…volta a pegar-me na mão enquanto falamos de literatura.
 
Volta a sentar-te à minha frente…tira-me os óculos que nunca ponho, finge que são teus, com esse teu ar sério…entra e sorri para mim enquanto me entregas poemas novos.
 
Volta a levar-me para conhecer o sótão…aponta-me a lanterna, olhar-me com olhos de quem olha para a pessoa que ama, apaga a lanterna…ri-te de mim, outra vez, pergunta-me porque fujo.
 
Volta a correr atrás de mim, mete-me, outra vez, às tuas cavalitas, deita-te comigo na relva sem medo de sujar a roupa, simplesmente, a rir…
 
Volta a encostar-me à porta enquanto me beijas…volta a ficar embaraçado enquanto te declaras, volta a mandar-me mensagens a dizer que és um admirador secreto…volta simplesmente a dizer que me amas.
 
Volta, com o teu ar desajeitado, a compor a camisa, volta a tirar o cabelo dos olhos, volta a falar-me do quão largas são as mesas…pergunta-me o que sinto realmente por ti…e diz-me que não terias escolhido melhor as palavras.
 
Tranca todas as portas que deixarmos para trás, encosta-me à última, beija-me, e, diz que me amas.
 
 
 
Volta, simplesmente, a amar-me...
 
 
Amo-te e tenho saudades do teu amor.
 
 
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publicado por Flá às 16:29

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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

Por favor entra

 

Entra. Senta-te. Finge que nunca saíste. Diz que me amas. Ama-me do fundo de ti. Ama-me com tudo o que tens. Ou então finge, finge tão bem que eu não possa perceber que finges. Finge tão bem para que pense que me amas realmente. Finge tão bem que me possas restituir toda a felicidade que um dia me deste e que noutro me tiraste.
 
Entra. Senta-te. Finge que nunca saíste. Fala-me de mansinho. Nunca te cales para que eu não sinta o vazio do silêncio nem a ausência da tua própria presença. Ama-me com cada uma das tuas palavras. Ou então finge, finge tão bem que não possa perceber que finges. Finge tão bem que eu não possa perceber que finges o amor que pões em cada uma das palavras. Finge tão bem que eu sinta que queres ficar a conversar comigo toda a eternidade. Finge tão bem que me possas restituir toda a felicidade que um dia me deste e que noutro me tiraste.
 
Entra. Senta-te. Finge que nunca saíste. Ama-me. Ama-me com tudo o que tens, ou então finge amar-me realmente. Fala-me de mansinho. Ama-me com cada uma das tuas palavras, ou então finge o amor que pões em cada uma delas.
 
Se não for para me convenceres que me amas, se não for para restituir toda a felicidade que um dia me deste então não entres. Vai-te embora e fingirei a tua morte.
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publicado por Flá às 11:55

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Deixa-me olhar-te/acordar-te

 

Passo horas deitada. Passo horas a olhar-te. Eu olho-te e tu dormes.
 
            Por vezes tenho uma vontade louca de te dar beijos e mais beijos. Ás vezes só te quero acordar com beijos. Nem sabes quanto tempo resisto até te acordar, finalmente, com beijos pequeninos, beijos suaves, beijos repenicados, beijos… Não consigo resistir a acordar-te com beijos só para poder ver os teus olhos pousados nos meus.
 
Mas também há as outras vezes. Há aquelas vezes em que te sinto distante, em que te sinto, especialmente, distante. Ás vezes, enquanto te olho procuro em mim aquela vontade incontrolável de te encher de beijos...mas não a encontro. Ás vezes, enquanto te olho tento procurar em mim outro sentimento que não alheamento…mas não encontro.
 
            Não chego a conseguir perceber o porquê de ainda estar contigo. Não chego a conseguir perceber a dor que ainda tenho. Não chego a conseguir perceber porque não me levanto e me vou embora, deixando, simplesmente, de te olhar.
 
            Sei que não irias atrás de mim se me fosse agora embora.
            Sei que me arrependeria se me fosse agora embora.
            Sei que não te poderia voltar a acordar com beijos se me fosse agora embora.
            Sei que não voltaria a ver os teus olhos pousados nos meus se me fosse agora embora.
            Sei que não voltaria a ter aquele sorriso que só tu me dás.
 
 
            Não sei porque te continuo a amar se não me amas, nem porque não me canso de te olhar enquanto dormes.
 

publicado por Flá às 20:10

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Domingo, 29 de Junho de 2008

Frágil

 

            Tropeço. Caio. Não há uma mão à qual me segurar. Não há ninguém para me perguntar como estou.
 
            Estou só.
 
            Deixo o corpo caído no chão e choro. Deixo a roupa suja com terra e choro. Deixo as coisas espalhadas e choro. Deixo o sonho de sonhar sem cair e choro
 
            Há anos que uma queda não me fazia chorar. Há anos que não me sentia tão sozinha, tão abandonada, tão sem segurança, tão sem equilíbrio, tão desprotegida…tão frágil.
 
            O braço, mais a mão que julgava ter não foram mais que um sonho, uma ilusão. O melhor dos sonhos. O melhor de todos os sonhos já alguma vez sonhados. O melhor sonho que alguma vez sonhei ser capaz de sonhar.
 
            Embala-me outra vez.

            Quero sonhar tudo de novo, inconsciente do que conscientemente sei.

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publicado por Flá às 14:23

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Sábado, 21 de Junho de 2008

Lista de sonhos

 

Aproxima-te. Traz uma caneta, tenho já o papel.
Senta-te ali…ali mesmo, à minha frente, tão perto de mim que me baste esticar o braço para te tocar.
Estica o braço. Dá-me a caneta. Toca-me levemente na mão.
 
Sorri para mim. Deixa-me desenhar os sonhos que vejo para ti. Deixa-me desenhar o nosso sorriso. Deixa-me desenhar a nossa felicidade. Deixa-me desenhar o que vejo nos teus olhos. Sorri para mim.
 
Diz-me, Adorável, que queres fazer amanhã? E depois de amanhã? E depois de depois de amanhã? E…
 
Gosto que me digas em tom de abraço que me adoras. Gosto que me digas em tom de beijo que queres ficar comigo. Gosto que me digas em tom de brincadeirinha com o cabelo que nunca me vais deixar.
 
Diz-me, Adorável, que sonhos tens para o futuro? Que sonhas para ti? Que sonhas para mim? E para nós?
 
Toma, escreve tu agora.
 
Sonho-nos felizes. Sonho-nos sorridentes. Sonho-nos tontos. Sonho-nos embirrentos. Sonho-nos velhinhos a jogar playstation. Sonho-te com essa cara de menino feliz para sempre. Sonho-me a tua princesinha para sempre. Sonho-nos a nós.
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publicado por Flá às 23:03

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Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Começar de novo

 

Olha-me de olhos bem abertos.
Põe a língua de fora.
Prende-me a mão.
Faz-me rodopiar.
 Pede-me para te ensinar a dançar.
Leva-me ás costas.
Deita-me no chão.
 Faz-me cócegas até não ser mais suportável rir tanto.
Rouba todos os dias uma flor à vizinha.
 Escreve-me frases amorosas em pacotes de açúcar.
Cobre-me com post-its com frases tontas de amor.
Inventa piadas tolas.
Ri-te, ri-te como eu tanto gosto.
Cola-me aquele sorriso tonto de pessoa apaixonada.
 
Ama-me outra vez.
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publicado por Flá às 19:28

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